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domingo, 18 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
FORA DOS TRILHOS
'CPI não apura nada', diz líder de Alckmin sobre investigação do Metrô na Assembleia
Bancada do governador afirma que pedido de criação de comissão para investigar denúncias de cartel e corrupção é manobra política
por Eduardo Maretti, da RBA publicado 15/08/2013 20:11
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©ROBSON VENTURA/FOLHAPRESS
São Paulo – O líder do governo Geraldo Alckmin na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Barros Munhoz (PSDB), criticou ontem as comissões parlamentares de inquérito como instrumento de investigação. "CPI nunca apurou nada", disse ele, ao ser questionado sobre o esforço da bancada governista para impedir a criação de comissões que investiguem a gestão tucana, entre elas o mais recente pedido para a CPI do Metrô.
“O governador quer apurar, mas não é CPI que apura. CPI nunca apurou nada”, diz o líder. Para a proposta de investigar as denúncias de formação de cartel e corrupção no Metrô não passa de manobra política da oposição na Assembleia.
“Certamente (a CPI) não vai ser aprovada. Isso aí é uma proposta eminentemente política, sem nenhum conteúdo”, afirma.
Desde 2008, esta é a quarta tentativa do PT para instalar uma CPI sobre o conluio de empresas nos contratos do Metrô paulista. As propostas anteriores não passaram pelo mesmo motivo: bloqueio da maioria governista. Para existir, a comissão precisa de 32 assinaturas. Até o momento, a atual proposta conta com 26 adesões. Fora isso, seria necessário aprovar uma mudança no regimento, com 48 assinaturas, para autorizar o funcionamento de mais do que cinco comissões ao mesmo tempo.
Atualmente, já funcionam quatro: sobre gordura trans, cartelização do mercado de autopeças, empresas de telemarketing e pesca predatória. A quinta será instalada a partir de uma “fila” entre propostas que já conseguiram o número mínimo das 32 assinaturas.
Para a deputada Maria Lúcia Amary (PSDB), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da casa, a CPI para investigar o propinoduto seria inócua.
“O governo não está interferindo em não assinar a CPI. Apenas a nossa bancada entende que o governador mandou apurar, o Ministério Público já está apurando, a polícia já está investigando e, portanto, as apurações estão sendo feitas.”.
Para a parlamentar, o pedido do PT tem o objetivo de "tirar o foco do mensalão", cujo julgamento, no STF, recomeçou nesta semana. "Se já está sendo apurado, qual a função da CPI? Apurar o que já está sendo apurado. Teria apenas uma conotação política requerida pela oposição para tirar o foco do mensalão”, justifica Amary.
Na mesma linha do líder governista, o deputado Roque Barbiere (PTB) rejeita a CPI porque "o mundo todo" já estaria investigando as denúncias. “O Ministério Público está apurando, a Suíça está apurando, a Polícia Federal está apurando, o mundo todo está apurando. Então para que CPI? CPI não apura, é um instrumento político”, avalia Barbiere.
Mas o líder do PT na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Marcolino, discorda dos governistas. “O TCE e o MP não fizeram as investigações e fiscalização como deveria. A CPI é um instrumento importante porque vai trazer a Siemens, a Alstom, e tem documentos no Ministério Público da Suíça demonstrando a relação direta de um conselheiro do TCE (Robson Marinho) e o governo do estado.”
De acordo com o PT, a discussão que tomou conta do Plenário ontem (14), sobre a Proposta de Emenda Constitucional n° 01/2013, do deputado Campos Machado, foi uma tentativa de desviar a atenção da proposta de CPI.
“A base do governo fez uma manobra, apresentando a pauta de uma emenda constitucional para desfocar o debate da sociedade sobre o que está acontecendo nos últimos 15 dias em relação à corrupção ligada ao PSDB, Metrô, CPTM, Siemens e Alstom”, diz Marcolino.
A PEC 01/2013 transfere para o procurador-geral de Justiça do estado a incumbência de propor investigação contra o governador, o vice-governador, os 94 deputados estaduais, prefeitos e secretários. Se houver acordo, ela volta a ser discutida na semana que vem.
Convites
Ontem, a Comissão de Infraestrutura da Assembleia aprovou requerimentos para convidar o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o diretor-presidente da Siemens no Brasil, Paulo Stark, para esclarecer as denúncias de corrupção e formação de cartel em contratos do Metrô e da CPTM nos últimos 20 anos de governo do PSDB em São Paulo.
Além Fernandes e Stark, serão também convidados os presidentes do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, e da CPTM, Mário Manoel Rodrigues Seabra Bandeira, e o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinicius Marques de Carvalho.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Justiça pede sequestro de dinheiro de propina bloqueado na Suíça
A reportagem é - pasmen - da rede Globo, de 2009 e já faz denúncias ao propinoduto do PSDB! Mas é claro que a grande imprensa golpista não se esqueceu de como se diz na gíria da juventude, passar um pano para os tucanos!
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Kennedy Alencar Luiz Fernando Verissimo - bloco - 3/3
Entrevista ótima do ótimo Luiz Fernando Veríssimo. O autor fala sobre a mídia imparcial presente no Brasil, política e suas preferências pessoais.
CASO SIEMENS DESMORALIZA DE VEZ A MÍDIA ENGAJADA
O editorial de Veja desta semana, do jornalista Eurípedes Alcântara, é um monumento ao cinismo. Nele, o diretor da revista afirma: "Há indícios, mas não provas". No texto, diz que "ao escândalo Siemens no Brasil faltam evidências sólidas" e diz que "tanto quanto as autoridades, os repórteres de Veja as estão buscando" (pausa para gargalhada). Antes dele, Merval Pereira havia lamentado a corrupção no PSDB e Reinaldo Azevedo afirmou que a teoria do domínio do fato não poderia ser aplicada a tucanos como Andrea Matarazzo. Essa cautela, evidentemente, jamais existiu em relação aos adversários políticos dessa mesma imprensa, que eram criminalizados ainda enquanto réus. O que demonstra que a ética se transformou, no Brasil, em instrumento de guerra política e comercial
11 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 09:19
247 - Nunca foi tão fácil enxergar o cinismo, a desfaçatez e a hipocrisia da imprensa brasileira. Bastou que um escândalo atingisse seus aliados políticos tradicionais, para que essa postura viesse à tona. Do escândalo Siemens, emerge uma mídia que opera com dois sistemas métricos distintos: um para os amigos, outro para os adversários.
De todas as peças produzidas até agora, a mais cara de pau é o editorial de Veja, assinado por Eurípedes Alcântara. "Há indícios, mas não provas", diz o diretor de Veja. No mundo da Editora Abril, os olhos estão fechados para os emails da Siemens e da Alstom que falam em licitações combinadas e até em propinas para grão-tucanos como Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil, e Andrea Matarazzo, figura próxima a Mario Covas, José Serra e Fernando Henrique Cardoso.
No mundo de Veja, não existem provas, apenas indícios, mas há três anos a imprensa noticiou o bloqueio de uma conta na Suíça atribuída a Robson Marinho, braço direito de Mario Covas, cujos recursos seriam provenientes da Alstom (leia aqui reportagem do Estado de S. Paulo). Documentos agora revelados – e ignorados por Veja – falam que a propina da Alstom cobriria RM (Robson Marinho), o partido (o PSDB) e a Secretaria de Energia (ocupada, à época, por Matarazzo).
Como Eurípedes sabe que empresta sua pena a um argumento indefensável, ele praticamente dá um piti, no seu editorial. "A esta altura, porém, não há como esquecer que o PR, o PTB, o PMDB e, claro, o PT acostumaram o Brasil a um padrão de escândalos tão abundantes em provas e com enredo tão ousado quanto primário que é impossível ser igualado. São dólares na cueca, mansão cheia de prostitutas em Brasília, Land Rover, jatinhos, governo paralelo montado em quartos de hotel, balcão de negócios dentro do Palácio do Planalto, filme de corrupto embolsando dinheiro, confissão, drama, condenação à prisão pelo STF – só não tem arrependimento".
O que ele não afirma é que o padrão do metrô supera toda a sua descrição. Mais sofisticados, os tucanos operaram com empresas internacionais, indicaram a elas que empresas deveriam ser subcontratadas e, em alguns casos, como parece ser o de Robson Marinho, apontaram as contas no exterior que deveriam receber os recursos.
Diante das evidências, cai por terra o argumento de que a imprensa brasileira representa "os olhos e ouvidos da ação". Veja, por exemplo, é claramente caolha. Só enxerga o lado que interessa. Mas não está só. Antes dela, o colunista Merval Pereira lamentou a corrupção tucana e se apressou em inocentar o ex-governador José Serra (leia aqui). Reinaldo Azevedo deu um chilique e afirmou que a teoria do domínio do fato, usada pela Polícia Federal para indiciar Andrea Matarazzo e pelo Supremo Tribunal Federal para condenar José Dirceu, não poderia ser aplicada ao político tucano (leia aqui).
Ora, se a mesma cautela fosse aplicada aos adversários dessa mesma imprensa, o julgamento mais emblemático dos últimos anos teria transcorrido de forma bem menos turbulenta. No entanto, se para os amigos as provas podem ser transformadas em indícios, para os adversários os indícios também podem ser convertidos em provas. Além disso, essa mesma imprensa que faz da ética seu cavalo de batalha se julga no direito de colocar a faca no pescoço de juízes – como Veja faz nesta semana em relação a Ricardo Lewandowski (leia aqui) – para defender seus interesses políticos, que, na prática, são interesses comerciais.
Pobres dos juízes e procuradores que se deixam manipular por uma imprensa partidária, seletiva, autoritária e, agora, totalmente desmoralizada.
PS: o editorial de Eurípedes termina com a piada do ano. "Ao escândalo Siemens faltam evidências sólidas. Tanto quanto as autoridades, os repórteres de Veja as estão buscando".
Podem rir à vontade.
Fonte: Brasil 247.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/111101/
Eu havia dito notícias sobre política e desde já assumo meu lado anti-tucanato, portanto, se você apóia este partido, este não é um lugar pra você!
Eu havia dito notícias sobre política e desde já assumo meu lado anti-tucanato, portanto, se você apóia este partido, este não é um lugar pra você!
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