sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O que se esconde por trás da radicalização à direita

Por Renato Rovainovembro 5, 2014 19:10

As manifestações ocorridas no sábado passado e já marcadas para acontecer de novo no dia 15 de novembro, pedindo intervenção militar e impeachment de Dilma, fazem parte de uma narrativa maior. Do enredo desta novela constam ainda o pedido de recontagem de votos do PSDB, a transformação pelo discurso midiático do PT num partido de bandidos, a construção de uma Dilma e de um Lula que não respeitam a democracia, a tentativa de aprovar a PEC da Bengala que permitiria esticar o mandato dos ministros do STF, a fala de Gilmar Mendes sustentando que há uma bolivarianização do Supremo e a criação de uma frente para eleger um presidente do Congresso anti-Dilma. Tudo isso embalado numa recepção a Aécio no Congresso regada a manifestantes cantando o hino nacional e num discurso onde o candidato derrotado, certamente não de forma inocente, falou em “exército de oposição”. Essa novela tem um objetivo claro: criar um clima no país que justifique um golpe institucional se houver condições políticas.
Os golpes na América Latina nos últimos tempos têm tido uma característica comum. As Forças Armadas podem até participar deles, mas não assumem o poder de forma direta. Elas garantem que pelas vias congressuais ou jurídicas se processe a substituição do governante por outro que tenha relação com oestabilisment e, em geral, com os interesses americanos. Foi assim que tentaram apear Chávez do poder em 2001. E foi assim que Fernando Lugo, no Paraguai, e Manuel Zelaya, em Honduras, foram derrotados.
Há uma narrativa sendo construída que passa a ter essa saída como plano A depois da derrota de Aécio nas urnas. E ela vem sendo construída a partir de pontes  lançadas pelos setores midiáticos nacionais a grupos internacionais. Hoje não é incomum ver veículos, principalmente dos EUA, tratando o governo brasileiro de forma caricata. E o PT como um partido de bandidos.
O discurso do país dividido regado a uma suspeita de fraude eleitoral é excelente para dar mais amplitude a essa narrativa. Porque ele permite dizer que no Brasil não há respeito as regras democráticas. E a partir dai qualquer solução e intervenção é permitida.
É cedo para dizer que estamos no limiar deste cenário. Mas não é cedo para dizer que há claros contornos de que há uma construção neste sentido.
Mas para que haja uma solução de golpe institucional, que obviamente será chamado de outro nome, é preciso alimentar a radicalização. E por isso que há no PSDB gente dando pérolas aos porcos da turma do Banana’s Party.
O discurso radical permite criar uma alternativa de centro. Em breve haverá gente dizendo que Dilma não tem legitimidade para continuar à frente da presidência e que o Brasil corre o risco de um golpe se o PT insistir em se manter no poder.
É essa gente que ao mesmo tempo planta o golpe que vai aparecer como solução para que o golpe militar não aconteça. Mas para que se realize uma operação congressual que permita “afastar o partido mais corrupto da história do Brasil continue subjugando os homens de bem do país”.
Segundo o Diap, entre outras aberrações, o próximo Congresso terá 55 deputados policiais ou próximos desse segmento. Será o Congresso mais conservador desde a redemocratização. Ou seja, se já era difícil garantir apoio parlamentar para teses populares no quadriênio que se encerra no final deste ano, será muito pior a partir do ano quem.
Mas o governo vai ter que operar com essa realidade. E terá que construir uma base de apoio que lhe permita não viver de sobressaltos. Para isso, o primeiro grande desafio é derrotar a candidatura de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara.
Na política há espaço para tudo, menos para a ingenuidade. Cunha eleito vai lutar todos os dias do seu mandato à frente do Congresso para derrubar Dilma. Será parte do seu acordo com a oposição.

A eleição do presidente da Câmara dos Deputados passa a ter importância tão grande quanto a de 26 de outubro. Ao que parece, muita gente já se deu conta disso, mas nunca é demais revelar quais as verdadeiras intenções do lado de lá. É preciso tratá-los de vez em quando com humor, porque senão a gente fica tão doente quanto alguns deles, mas o fato é que essa gente não está de brincadeira.
Fonte: http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/11/05/o-que-se-esconde-por-tras-da-radicalizacao-direita/

Censurado: EEUU financia la tortura a gran escala, ¿cómo justifica su bl...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A hora de discutir a regulação da mídia

TER, 04/11/2014 - 06:00
ATUALIZADO EM 04/11/2014 - 06:00



Na 5a feira da semana passada, a revista Veja divulgou sua reportagem de capa, com a afirmação de que o doleiro Alberto Yousseff acusara Dilma Rousseff e Lula de saberem do esquema Petrobras.
Até agora, todas as evidências são de (mais) uma armação jornalística da revista, em uma operação que se configura quase um golpe de Estado.
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A armação da Veja faz parte de um longo roteiro de atuações criminosas, aprofundado quando a revista se associou ao bicheiro Carlinhos Cachoeira em uma série de matérias que beneficiava a ambos.
Trata-se de uma prática criminosa importada de outros países, praticada por outros grupos de mídia inspirados na ação deletéria de Rupert Murdock, o magnata australiano que adquiriu vários jornais nos Estados Unidos e na Inglaterra.
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Ao longo da última década proliferaram os abusos, o conceito de liberdade de imprensa passou a ser utilizado de forma inapropriada para negar direito de resposta aos atingidos, permitir o assassinato de reputações de forma indiscriminada, tolerar a disseminação do preconceito em todos os níveis.
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Passadas as eleições, não haverá como não encarar o desafio da regulação da mídia.
Não se trata de medida bolivariana, mas de se espelhar no relatório do juiz Leveson - "Práticas e a Ética da Imprensa –Sumário Executivo e Recomendações" - preparado a pedido da Câmara dos Comuns, da Inglaterra e publicado em novembro de 2012.
No diagnóstico, o juiz Leveson constatou que os abusos tinham se tornado uma prática disseminada. "Aqui não se trata apenas de personagens famosos, mas também de pessoas comuns envolvidas em acontecimentos – alguns deles verdadeiramente trágicos – muito mais graves do que poderiam suportar, mas tornados muito, muito piores pelo comportamento da imprensa que, às vezes, só pode ser descrito como ultrajante."
Segundo Leveson, os abusos se dão em todos os níveis. “Em um setor que supostamente serve para informar, toda informação errônea e, particularmente, toda distorção, deveria ser motivo de preocupação. Porém, quando há constante representação deturpada de grupos sociais, conflitos de interesse ocultos e alarmismo irresponsável na área científica, o risco para o interesse público é evidente."
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Todas as tentativas de auto-regulação resultaram inúteis. O juiz identificou um corporativismo que se manifestava em todos os níveis. The Guardian, o respeitado jornal britânico que pela primeira vez denunciou esses abusos, foi alvo de represália da associação dos jornais.
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Além dos problemas de excesso de concentração de poder, o relatório Leveson sugere medidas imediatas para reduzir os abusos: a criação de um conselho não-estatal, formado por personalidades respeitadas, incluindo editores já aposentados, para opinar rapidamente sobre abusos da imprensa, assim que solicitados.
As publicações que aderissem a esse conselho se obrigariam a seguir padrões de conduta e receberiam o selo de qualidade. Quem não aderisse a esse conselho teria seus abusos julgados por tribunais e sujeitos a multas proporcionalmente muito mais elevadas.
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É hora de permitir que os ventos da contemporaneidade varram de vez os detritos de um setor que se fossilizou no Brasil.
Fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/a-hora-de-discutir-a-regulacao-da-midia#.VFjfNoISDM0.facebook

"Não é uma visão preconceituosa, é realista" diz professor acusado de racismo na Ufes

04/11/2014 - 15h02 - Atualizado em 05/11/2014 - 15h50

Um grupo de alunos da Universidade do Espírito Santo (Ufes) denunciou um professor por preconceito racial durante uma aula na última segunda-feira (3). A pós dizer que não gostaria de ser atendido por um médico negro, o professor Manoel Luiz Malaguti causou revolta nos alunos que estavam na sala.
 
A ouvidoria da universidade informou que recebeu nesta terça-feira (04) a denúncia encaminhada por estudantes contra um professor da instituição que teria pronunciado afirmações de caráter racista e preconceituoso em sala de aula.

No site da universidade, a ouvidoria afirmou que a denúncia será encaminhada ao diretor do Centro de Ensino no qual o professor está lotado a fim de que seja aberta uma sindicância para analisar o caso. Se as denúncias forem comprovadas, o resultado da sindicância será encaminhado à Reitoria para a abertura de um inquérito administrativo.
 
Em entrevista ao Gazeta Online o professor explicou que a frase foi dita durante uma discussão sobre cotas raciais na universidade e reiterou que se pudesse escolher entre dois médicos com o mesmo currículo, um branco e um negro, optaria pelo médico branco. 
 

 
 
A Ufes destacou que repudia todo e qualquer ato ou manifestação preconceituosa em seus campi, e afirma que desenvolve políticas afirmativas de assistência estudantil que reforçam seu compromisso com o exercício pleno da cidadania a todos os estudantes, a democratização das condições para o acesso e permanência dos alunos nos cursos de graduação, a defesa da justiça social e a eliminação de todas as formas de discriminação.

Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2014/11/noticias/cidades/1501238--nao-e-uma-visao-preconceituosa-e-realista-diz-professor-acusado-de-racismo-na-ufes.html

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Segundo Almeida, Datafolha alterou margem de erro para sustentar empate

DOM, 02/11/2014 - 12:32
ATUALIZADO EM 02/11/2014 - 20:37


Jornal GGN - O IBOPE entrevistou 3.010 eleitores e a pesquisa deu 53% dos votos válidos para Dilma contra 47% de Aécio. A margem de erro era de 2 pontos. Com base nessa margem, o IBOPE anunciou Dilma como praticamente eleita.
No Jornal Nacional, o impacto da pesquisa IBOPE foi amenizado pelo Datafolha. O instituto entrevistou 19.318 eleitores e o resultado apontou 4 pontos de diferença: 52% para Dilma contra 48% para Aécio. O instituto informou que a margem de erro da pesquisa era de 2 pontos. Logo, haveria um “empate técnico no limite superior da margem de erro”. Esse foi o tom da manchete da Folha e da chamada principal do Jornal Nacional.
Em entrevista ao programa Manhattan Connection, o cientista social Alberto Carlos Almeida trouxe uma informação relevante. Analisando a metodologia do Datafolha e a quantidade de entrevistados, a margem de erro era de apenas 0,7 pontos. Logo a pesquisa dava a vitória insofismável de Dilma, muito mais certa que a pesquisa do IBOPE.
A diferença de quatro pontos estava fora da margem de erro. O Datafolha acertou cravado, mas como anunciou margem de erro de 2 pontos, permitiu a ideia do empate técnico.
A entrevista é uma aula de conhecimento sociológico, ajudando a desmontar mitos criados pela análise rasa pela mídia. Inclusive mostrando as vantagens do modelo político, com as classes de menor renda representadas pelo PT, as de maior renda pelo PSDB e o PMDB garantindo a governabilidade de ambos.
Desmonta a ideia de que haveria correlação entre o petismo e o peronismo.
Fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/segundo-almeida-datafolha-alterou-margem-de-erro-para-sustentar-empate

Zizek e a Ideologia do Ódio TUCANO e o fascismo da DIREITA no BRASIL

Palhaçada dos "educados"de direita na Paulista

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